Lobo Dourado

2023-05-25 16:19:51 | em99t

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O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, descartou nesta ter?a-feira (23) um acerto político para a quest?o da explora??o de petróleo na foz do Amazonas, tema que vem dividindo o governo, colocando de um lado a ala ambiental e de outro a chamada ala desenvolvimentista e parlamentares da regi?o Norte. Agostinho participa na tarde desta ter?a-feira de uma reuni?o na Casa Civil, que deve contar com a participa??o do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e dos ministros das Minas e Energia e do Meio Ambiente, Alexandre Silveira e Marina Silva, respectivamente. FOTOS VAZADASApós ficar 20 horas preso, policial acusado de vazar fotos de Marília Mendon?a é liberado PolíticaVolta do carro popular é tema de reuni?o entre Lula, Haddad e Alckmin; saiba mais "Eu emito 3.000 licen?as por ano, n?o tenho como ficar em cada licen?a chamando todas as partes, buscando uma composi??o, porque n?o cabe composi??o [política] em decis?es que s?o técnicas. Muitas vezes a gente vai tomar decis?es que v?o agradar um grupo de pessoas, desagradar outro grupo de pessoas", afirmou o presidente do órg?o. window.uolads && window.uolads.push({ id: "banner-300x250-1-area" }); Agostinho ainda disse que, em caso de acidentes, embarca??es chegariam ao local cerca de 48 horas depois, apenas, aumentando assim o risco de que óleo atinja a costa brasileira. O presidente do Ibama também argumentou que as condi??es de explora??o na foz do Amazonas n?o podem ser comparadas com a de países vizinhos, que executam essas atividades. "A Venezuela está na mesma linha do Equador, na mesma faixa equatorial, mas está muito mais distante da foz do rio Amazonas. Ent?o existe uma série de implica??es diferentes ali. Na Venezuela, você tem uma situa??o de um certo abrigo por conta da presen?a do lago Maracaibo, você tem uma série de situa??es ali, a gente já está falando do mar do Caribe, um pouco diferente da foz do Amazonas", afirmou. window.uolads && window.uolads.push({ id: "banner-300x250-2-area" }); Agostinho acrescentou que chegou a pedir complementa??o de informa??es para a Petrobras, antes de o órg?o tomar a sua decis?o. No entanto, n?o foi detectada viabilidade ambiental e seguran?a.Para o dirigente do Ibama, decis?o n?o significa que o órg?o tenha fechado as "portas" para a Petrobras, que pode reapresentar os pedidos de licen?a. Agostinho ressaltou que vários pedidos foram aceitos neste ano, e que todos s?o analisados tecnicamente. "O Ibama pediu para a Petrobras por oito vezes complementa??es nos estudos, e as complementa??es n?o foram suficientes para comprovar a viabilidade. A Petrobras pode como empreendedora, a qualquer momento, fazer uma nova solicita??o de licen?a. N?o estamos fechando portas. Mas a gente vai continuar debru?ado tecnicamente e as respostas ser?o no ambito técnico do processo." Na quarta-feira passada (17), Agostinho acompanhou parecer técnico do órg?o e negou o pedido feito pela Petrobras para perfurar a bacia da foz do rio Amazonas com objetivo de explorar petróleo na regi?o. A decis?o foi tomada após o Ibama demonstrar preocupa??o com as atividades da petroleira em uma regi?o de vulnerabilidade socioambiental. window.uolads && window.uolads.push({ id: "banner-300x250-3-area" }); O instituto afirma que os planos apresentados pela empresa s?o insuficientes para garantir a seguran?a do empreendimento e que n?o foi entregue uma AAAS (Avalia??o Ambiental de área Sedimentar), estudo que analisa se a regi?o, e n?o só o bloco específico da perfura??o, é apta ou n?o para ser explorada, considerando as características do meio ambiente. O Ibama diz ainda que o pedido estava incompleto em pontos como plano de prote??o à fauna e plano de comunica??o social para as comunidades indígenas. Segundo nota técnica do instituto, houve "a constata??o de impactos ambientais n?o previstos no EIA [estudo de impacto ambiental] e sem medidas mitigadoras elaboradas de forma fundamentada e passíveis de verifica??o de efetividade". A decis?o provocou grande divis?o no mundo político, inclusive dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Políticos da regi?o, como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, do Amapá, criticaram a decis?o do Ibama, assim como o ministro Alexandre Silveira e o presidente da Petrobras. Randolfe deixou a Rede, partido de Marina Silva, horas após a decis?o do Ibama. window.uolads && window.uolads.push({ id: "banner-300x250-4-area" }); Por outro lado, Marina Silva defendeu a decis?o do órg?o ambiental. Em palestra na CNBB (Confedera??o Nacional dos Bispos do Brasil) nesta segunda (22), Marina n?o mencionou o impasse, mas disse que n?o se pode destruiu "o presente" dado por Deus. "Muita contradi??o dizer que ama o Criador e desrespeita a cria??o, dizer que ama o Criador e destrói a cria??o, dizer que ama o Criador e está mais preocupado em ganhar dinheiro com a cria??o do que cuidar desse jardim, que Ele nos colocou para cultivar e guardar. Pode cultivar, usar, mas guarda, protege", afirmou.